COM ARGÚCIA cirúrgica, a famosa jornalista Alexandra Moraes definiu apenas em três palavras um ente especial e único, fruto de nossa sociedade (atual e além) e figura sempre presente em diversas esferas. O Treteiro de Balada. Como todo bom conceito, a própria cunhagem do termo faz algo que já existe no mundo real ficar mais real ainda, destacado este algo do pano de fundo desse mundão comum que infelizmente habitamos. É o trabalho que tento fazer neste humilde blog em alguns casos, como por exemplo a polêmica conceituação da Comida de Pobre. Mas vamos analisar essa coisa em si agora.

Treteiro de Balada
Ele se sente bem consigo mesmo, é um cara que se cuida, um cara que se curte. Ele pode tanto gostar de uma vodka com red bull quanto nem curtir beber, tanto faz , o que ele gosta é de arrumar briga. Chegar na mulher do próximo, peitar o guardador de carro, intimidar fisicamente os próprios amigos de maneira hostil porém camarada, etc. Ele gosta de se achar. Acima de tudo o treteiro de balada é múltiplo, ele foge de classificações binárias materialistas. Ele pode ser rico, pode ser pobre, o que interessa é ele estar a fim de confusão e disposto a quebrar uns narizes, até o próprio nariz, especialmente o próprio nariz se for ver bem.

O Treteiro de Balada foge das classificações caretas de posição política como direita ou esquerda, ele é adepto do caos e seu compromisso é com a bagunça. No final das contas, ele parece seguir propósitos mais nobres do que os de esquerda ou direita; a ver, provocar o quebra quebra. Ele pode ser um playboy do império romano, um líder tribal que dura apenas duas semanas, um filho de comerciante indiano da época do Rigveda, ele pode ser um simples construtor de pirâmides mais topetudo. O treteiro de balada é figura presente no próprio tecido formador da sociedade e, no final das contas, tanto faz seu estatuto politico ou que estrato social ele habita, o que ele quer é flexionar seus músculos e arrumar encrenca.

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